sexta-feira, 15 de maio de 2015

Veja como funciona a coleta de lixo em Barcelona


Com um moderno sistema de tubulações subterrâneas que sugam o lixo e o enviam até uma central de compressão e distribuição

Bruno Lazaretti - Mundo Estranho - 09/2012
Essa rede foi implementada no início dos anos 90, quando a cidade espanhola passou por uma grande reforma para sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Desde então, virou um exemplo a ser seguido. O sistema é inodoro, dispensa caminhões barulhentos (embora eles ainda sejam utilizados para complementar o serviço) e, como o lixo é coletado 24 horas por dia, evita o acúmulo dos sacos nas ruas.

1. A cidade tem mais de 1,5 mil comportas, onde o cidadão pode jogar seu lixo orgânico ou não reciclável (os dois tipos são captados pelo sistema). Elas estão dispostas em praças e calçadas ou embutidas nas paredes de prédios comerciais. Onde o sistema de coleta subterrânea não alcança, há latões de lixo periodicamente retirados por caminhões.
2. Da entrada da comporta, o lixo desce por um tubo até um contêiner subterrâneo, separado da tubulação por uma escotilha. As escotilhas de toda a rede são abertas periodicamente de acordo com um timer (ou se o sistema detectar muito peso ou volume nos contêineres). Os dois tipos de lixo entram nessa reserva alternadamente, nunca ao mesmo tempo.
3. Uma vez que a escotilha é fechada, a sucção é ativada. Turbinas poderosas puxam o ar do encanamento, sugando os dejetos a 80 km/h. Eles viajam por cerca de 35 km de tubulação até chegar a uma das centrais de processamento nos arredores da cidade. (Se o tubo entupir, as turbinas são ligadas no máximo, resolvendo o problema em 90% dos casos).
4. Nas centrais, há dois tipos de tratamento - para material reciclável ou para orgânico. Um braço hidráulico automatizado conecta a tubulação ora para um tipo de tratamento, ora para outro, de acordo com a remessa. Uma última turbina, na parte superior de um contêiner, suga o ar por um sistema de filtragem que o deixa puro e inodoro antes de liberá-lo na atmosfera.
5. Já os sólidos são comprimidos por grandes prensas e acumulados em contêineres de 30 m3, com capacidade para até 15 toneladas. Esses enormes caixotes de aço são presos a caminhões - o lixo orgânico segue para usinas de compostagem, e o não reciclável, para usinas de metanização (uma decomposição acelerada que gera metano e dióxido de carbono).
6. Já a coleta de recicláveis é feita em contêineres espalhados por Barcelona. O amarelo é para embalagens (incluindo latas e plásticos). O verde é só para vidros e o azul para papéis e cartão. As aberturas têm um design que torna impossível tirar qualquer coisa jogada lá dentro. A única saída é por uma porta na parte inferior, praticamente inacessível...
7. ...a não ser que você tenha um guindaste, como os caminhões de coleta! O motorista estaciona ao lado e aciona um sistema automático. O guindaste ergue a unidade de contenção e aciona manivelas que abrem o alçapão, despejando todo o conteúdo na caçamba. Depois de completar sua rota, o veículo segue para um centro de reciclagem.
Móveis velhos são deixados na rua, geralmente na frente da casa, em dias específicos da semana. A prefeitura os recolhe à noite.
O óleo de cozinha usado é guardado em garrafas ou galões dados pela prefeitura e levado até pequenos pontos de reciclagem.
Computadores, eletrodomésticos, baterias, CDs e outros lixos "complicados" também são levados aos pontos de reciclagem.

Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/moderno-sistema-tubulacoes-subterraneas-coleta-lixo-barcelona-703611.shtml
Clique abaixo e veja o vídeo da reportagem.
Clique na imagem acima e assista o vídeo da reportagem feita pela Globo.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Um encontro com César Nunes


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No mês de maio o trabalho está continuando a plenos pulmões. O trabalho em parceria com o Instituto Tim tem sua sequência com a mediação de César Nunes, Doutor em Física Teórica pela Technische Universität München (Alemanha), com especialização em Ensino para a Compreensão e Avaliação Educacional pela Universidade de Harvard. Já tivemos três encontros, sendo um na Puc Barreiro e dois outros na Puc São Gabriel. Nos dias 28 e 29 deste mês, ainda teremos dois encontros na Faculdade Kennedy e dois na SMED. O foco do trabalho é a avaliação formativa.

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Nesta perspectiva o laboratório de aprendizagem referente à 5ª FCC&T visa fomentar em seus momentos de formação uma mudança de paradigma que subsidie este protagonismo juvenil trabalhando habilidades nos estudantes que confiram a eles, maiores chances de experiências bem sucedidas quando submetidos à prática. A avaliação formativa cumpre um papel determinante sob este ponto de vista pois, através das rubricas criadas para suas atividades, capacita o aluno no entendimento do seu processo de aprendizado. Ilustra de maneira transparente em que nível ele se encontra e dá pistas sobre o que fazer e como se portar para atingir patamares mais elevados. Nesta oportunidade todos aprendemos muito e as discussões foram muito proveitosas. Surgiu ainda a ideia de criarmos rubricas para a Feira e colocarmos logo em prática os ensinamentos do dr. César!


O trabalho com Operações Intelectuais



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Nos dias 10, 23, 24 e 30 de abril a formação de professores referente a 5ª FCC&T ofereceu uma formação em parceria com o Instituto TIM (www.timfazciencia.com.br). A palestrante foi a prof. Lilian Ana Faversani. A temática oferecida abordou o emprego na educação do ensino para a compreensão através do desenvolvimento de habilidades envolvidas no aprendizado. Numa de suas obras, Teaching as a subversive activity, Neil Postman diz que todo o conhecimento que produzimos é resultado de algumas operações intelectuais que fazemos: OBSERVAMOS, VERIFICAMOS, CLASSIFICAMOS, QUESTIONAMOS, DEFINIMOS, APLICAMOS e GENERALIZAMOS. Segundo esse autor devemos ensinar os estudantes a efetuar estas operações de forma intencional, de forma a produzir conhecimento. Ele afirma que, apesar de utilizarmos estas sete habilidades, não as utilizamos intencionalmente de forma a produzir conhecimento e que para usá-las desta forma é necessária a mediação, no caso, do professor. Ao dominar estas operações, o estudante se apropria do seu processo de aquisição de habilidades e conhecimentos novos o que lhe confere maior autonomia e auto conhecimento, habilitando-o ao protagonismo. Foi oferecido aos docentes, além de um delicioso lanche, um maravilhoso material pedagógico que dispõe de atividades interessantíssimas para o trabalho com os estudantes. O projeto consta de uma metodologia que favorece o Letramento científico. Houve muita participação por parte dos professores que se mostraram interessados pela temática.






“Se você busca resultados diferentes não faça sempre a mesma coisa”

Albert Einstein


"Rios que voam"

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Nos dias 18, 19 e 20 de Março tivemos a abertura da formação para a 5ª Feira de Ciências Cultura & Tecnologia (5ª FCC&T). Tivemos uma palestra com a equipe do Projeto Rios Voadores. Nesta ocasião o palestrante Caio Augusto Magalhães tratou da contribuição da evapotranspiração da Floresta Amazônica para as chuvas em nosso país. Esta ação foi oferecida também aos professores comunitários do Programa Escola Integrada e representou um importante momento que uniu esforços com a Gerência de Educação Básica (SMED). O assunto da palestra foi de extrema importância em um ano de crise hidrica, em que a temática proposta para a 5ª FCC&T foi a sustentabilidade. Nesta oportunidade ainda tivemos a apresentação das orientações iniciais para a Feira para que os professores pudessem iniciar os seus trabalhos na escola.
A temática da formação  visava incentivar os professores em seu trabalho com os alunos.





Abaixo temos o convite da aula inaugural enviado às escolas.
Vídeo abaixo consta de uma síntese do que foi tratado.